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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Inspiração para o dia de hoje: os interiores nos Hamptons

Aposto que já tinham saudades das inspirações! No meu dia a dia, acreditando ou não, tudo aquilo que me rodeia serve como fonte de inspiração. A mais pequena coisa vai desencadear um turbilhão de ideias sem fim, o que me traz até aqui hoje.

Sou doida pelos Estados Unidos da América...

Só conheço Manhattan, infelizmente, mas espero ter oportunidade, em breve, de visitar muitas outras cidades que tanto me encantam só de ver imagens.

Não sei explicar o porquê de tanta admiração por este país, no entanto é muito aquilo que me motiva a querer saber e conhecer mais, e não é pela comida.

Adoro a arquitectura, adoro os bairrinhos, adoro os interiores citadinos, ...

Posto isto, hoje quero partilhar convosco muito daquilo que me inspira nos meus projectos de interiores: as "humildes casinhas" da costa este dos EUA, mais concretamente os Hamptons.

Um misto de luxo, requinte e bom gosto, em que os detalhes são únicos. 










Espaços amplos e luminosos, onde o azul, o branco e o bege imperam, não estivéssemos nós a falar de casas de praia... De qualquer forma, se não soubessem, saberiam que são casas junto ao mar??

Se me perguntarem qual a minha divisão preferida nestas casas, respondo sem hesitar: a cozinha.

Gosto daquelas cozinhas enormes, brancas e super imaculadas. Para mim, é uma das partes mais importantes da casa e agora que penso nisto, lembro-me do filme "Alguém tem que Ceder". A cozinha que vemos, é a minha cozinha de sonho.



Clássica, sem dúvida, mas tão especial e tão rica.

De qualquer forma, não é apenas a cozinha que me faz suspirar. Gosto de tudo naquilo que criaram para esta casa neste filme, embora se trate de cenários, foi muitíssimo bem conseguida.

Muito mais se poderia dizer sobre estes espaços, mas penso que as imagens falam por si ;)

terça-feira, 1 de abril de 2014

Guten Abend!

Quando começou o ano, decidi que tudo iria ser diferente. Ia ser mais activa. 

Um dos objectivos era sem dúvida voltar ao blog, outra, aprender alemão.

Ando nesta aventura desde o inicio de Abril. São poucas as coisas que sei dizer, muito poucas aliás. Mas ler e escrever, parece que ando nisto desde pequenina.

Amanhã tenho teste, e o estudo...zero! Pensava eu há bocado para com os meus botões "nem das regras gramaticais do português me lembro, quanto mais as alemãs... Espero que a minha mãe não leia isto. Era a maior facada, tendo em conta todo o tempo que ela perdeu comigo a estudar a língua.

Para me dar um bocadinho de ânimo à coisa e enquanto como umas amêndoas com recheio de licor (não digam ao meu nutricionista nem ao meu dentista), relembro com uma saudade enorme a minha viagem a Berlim.


Berliner Dom e Tv Tower


Tschüss!!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Reinterpretando o espaço #1

Localizada em Atenas, esta habitação foi totalmente remodelada pelo K-Studio. 
Trata-se de um edifico do século XIX, onde os arquitectos mantiveram o grande pé direito e os enormes vãos da construção original, aliando os detalhes da construção existente aos acabamentos contemporâneos. Materiais nobres como a madeira em perfeita harmonia com o microcimento na instalação sanitária.

Simples e de ambiente sóbrio e depurado.  Gosto :)












quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O pensamento existencialista: a forma como habitamos a nossa casa


Há uns tempos lia um livro que descrevia algumas casas e todo o pensamento inerente às mesmas.
Escolhi a casa existencialista por ser aquela com a qual mais me identifico e sobre a qual vou debatendo todos os dias sem sequer me aperceber.
A respeito desta casa, ilustrada por uma cabana na Floresta Negra, em Todtnauberg, Heidegger, o seu proprietário, terá desenvolvido muito do que compõe o seu pensamento arquitecto-filosófico. No inicio do capitulo é transcrita a explicação de Heidegger para o facto de preferir viver na "província", argumentando fortemente contra a vida inautêntica e desenraizada nas cidades.
Enquanto no século XIX e XX assistimos a um forte êxodo rural, em que a população fugia dos meios rurais para as grandes cidades em busca de melhores condições de vida e empregabilidade, no século XXI assistimos precisamente ao inverso, o êxodo urbano, isto é, a população tende a sair das cidades rumo às zonas rurais, onde encontram um escape e a tranquilidade para as suas stressantes rotinas.
Eu própria senti esta mudança num curto espaço de tempo e sobre a qual ainda reflicto. Saí de um meio rural rumo a uma grande cidade por forma a ter acesso a um curso superior. A minha adaptação a uma nova rotina foi fácil, mas tenho conhecimento de casos em que essa adaptação não foi tão simples: pela agitação, pela dificuldade em fazer novas amizades, pelo tempo que se perde em deslocações, só pelo simples facto de não se encontrarem na sua zona de conforto, era um grande entrave para que uma boa experiência, aquela de sair de casa dos pais e finalmente ser-se visto como um adulto responsável, se tornasse numa má experiência.
Com o curso terminado, voltei à terra natal e adaptação não foi fácil. O vazio que sentia, a agitação que faltava, as amizades que ficaram para trás, ... Voltei à calma, à tranquilidade, a uma rotina sem grandes preocupações, no entanto, houve uma parte de mim que ficou na grande cidade.
Tendo voltado à minha casa, comecei a repensar o espaço que me acolhe todos os dias, supostamente o meu porto de abrigo, a sua envolvência, as pessoas com quem me cruzo todos os dias e cujo nome sei.
Chego à conclusão que as pessoas no geral não sabem habitar as suas "quatro paredes", talvez por não perceberem o espaço e aquilo que podem fazer com ele ou simplesmente por falta de tempo.

 

 
 
 

E na verdade, a nossa casa é o reflexo da nossa personalidade, dos nossos gostos, das nossas vivências e memórias: é nosso e tem o nosso cunho pessoal.
No entanto, com o aparecimento de grandes superfícies como é o caso do Ikea, acessível a todos os bolsos, e com uma oferta bastante diversificada, não estaremos a ser todos iguais e a perder essa identidade e autenticidade? Mesmo articulando o mobiliário de forma diferente, quem não tem a casa com objectos do Ikea iguais aos do vizinho? É portanto a facilidade temporal e económica que nos faz recorrer a este tipo de situações sem pensar duas vezes: é simples e dá poucas dores de cabeça.

O que acham?